Nostalgia. de Leonardo Cordeiro.
Ah, queria amada nostalgia…
Maldita seja!
Vem como o vento, sem alarde
Prantos em meu coração despeja
Mostrando-me que já é tarde…
O mostro que vem, veloz como um açoite,
Face inocente que vem e me aflige,
Dentre as trevas da noite
E a luz alguma, me dirige
Em sonhos eu me perco…
Pois ela vem e então te arrasa,
Faz de chamas, uma mera brasa…
Traz memórias que carregam lágrimas…
Ah…
À aquela que mais se estima…
Se o tempo houvesse parado aquela hora…
Uma pena…
Mas apenas lembranças restam agora…
E o que fora outrora,
Jamais voltará junto a aurora…